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As 7 maravilhas do Mundo Antigo

Almanaque Seleções - Abril de 1975

Na antiguidade existiam sete grandes obras construídas pelo homem e consideradas "As sete maravilhas do Mundo". A primeira lista das maravilhas do mundo teria sido feita pelo poeta grego Antípatro de Sídon, entre os anos de 150 a 120 a.C. A lista dessas Maravilhas tem sido alterada muitas vezes, mas a lista mais usada e tida como a oficial foi feita no Século VI, d.C. A lista tratava de edificações imensas, templos e esculturas descomunais, pelo tamanho, beleza, riqueza e principalmente, pela magnitude da obra. O poeta não chegou a ver todas as 7 maravilhas porque algumas já haviam sido destruídas, mas deve ter imaginado que as demais seriam eternas. Acontece que as forças da natureza e a capacidade destrutiva do próprio homem, demoliram uma a uma, seis das sete maravilhas de Antípatro. Esta lista considera como "As 7 Maravilhas do Mundo":

Pirâmides do Egito
É a única Maravilha que permanece intacta nos dias de hoje e está situada na margem esquerda do rio Nilo, no Egito. Foi construída pelo faraó Quéops, há 4.560 anos, para servir como sua sepultura. Duas outras pirâmides menores foram depois construídas ao lado: as dos faraós Quéfrem e Miquerinos. Eles foram arquitetos de suas próprias pirâmides. Pela sua grandiosidade - 230 metros de cada lado na base e 147 metros de altura (o equivalente a um prédio de 49 andares), podemos ter ideia de quantos homens trabalharam e se sacrificaram para erguer um monumento que simbolizasse o poder de um faraó sobre seu povo e que ficasse na memória das pessoas enquanto durassem aquelas pedras. É um monumento histórico, repleto de dúvidas, como: "De onde vieram os blocos de pedra?", ou "Como eles colocaram aquelas pedras tão pesadas?", ou "Como eles tinham tanta precisão nestas obras?", entre outras perguntas. Não se sabe muito de sua construção. A idéia mais provável é que os egípcios transportavam os blocos de pedra da Líbia até o Nilo. Este trabalho teria durado aproximadamente 10 anos. Segundo pesquisadores, cerca de 40.000 homens participaram da construção, durante 3 meses por ano, devido às inundações do Nilo. As obras duraram quase 20 anos.


Jardins Suspensos da Babilônia
Foram construídos pelo Rei Nabucodonosor no Século VI, a.C. para conquistar e agradar à sua esposa, Amytis, que sonhava com os campos e as montanhas verdes de sua terra natal, muito diferentes do local onde fora morar quando casou. Os jardins eram 6 montanhas artificiais, apoiadas em colunas de 25 a 100 metros de altura. Ficavam a 200 metros do palácio real. Conta-se que Nabucodonosor enlouqueceu ao contemplar essa obra. Os terraços foram construídos uns em cima dos outros e os jardins eram irrigados pela água bombeada do Rio Eufrates, um dos mais importantes da região da Mesopotâmia. Nesses terraços estavam plantadas árvores, flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos Jardins podia-se ver a beleza da cidade que ficava logo abaixo. Tudo foi destruído em data desconhecida.


Colosso de Rhodes
A gigantesca estátua de Hélio, o deus do Sol, tinha 46 metros de altura, era toda de bronze e pesava 70 toneladas. Foi erguida por volta de 280 a.C. pelos cidadãos de Rhodes, capital da ilha grega no Mar Mediterrâneo - foi ocupada pelo exército de Demétrio Poliorcetes, general que mais tarde se tornou rei da Macedónia. Foi destruída num terremoto em 224 a.C. Só algumas centenas de anos depois de ter sido derrubada, os fragmentos foram vendidos como sucata. Há registos de que foram necessários 900 carros puxados por camelos para transportar todo o seu bronze.


Estátua de Zeus
Na cidade grega de Olímpia, na planície do Peloponeso, a estátua de Zeus foi esculpida por Fídias, o mais célebre escultor da Antiguidade, em ébano e marfim, entre 456 e 447 a.C., quando a cidade já caíra sob o domínio de Esparta. Tinha 15 metros de altura e era toda inscrustada de ouro e pedras preciosas. Supõe-se que a construção da estátua tenha levado cerca de oito anos. Zeus (Júpiter, para os romanos) era o senhor do Olimpo, a morada das divindades. A estátua media de 12 a 15 metros de altura - o equivalente a um prédio de 5 andares - e era toda de marfim e ébano. Seus olhos eram pedras preciosas. Um terremoto a destruiu, possivelmente em 1215.


Templo de Artemis
Levou 200 anos para ficar pronto, em 450 a.C., na cidade de Éfeso na Turquia. Suas 127 colunas de mármore atingiam 19 metros de altura. Sua construção começou na metade do século VI a.C. , por ordem do conquistador Creso, rei da Lídia -- região montanhosa que hoje é o oeste da Turquia. Com 90 metros de altura (como a estátua da Liberdade) e 45 de largura, o templo era decorado com magníficas obras de arte. Protetora da cidade e deusa dos bosques e animais, Ártemis (Diana, para os romanos) foi esculpida em ébano, ouro, prata e pedra preta. Depois de ter sido incendiado em 356 por Eróstrato, foi reconstruído (dessa vez em vinte anos) e destruído novamente em 262 a.C. pelos godos.


Mausoléu de Halicarnasso
Artemisa II, irmã e esposa do rei Mausolo, mandou construir o maior e mais suntuoso túmulo de todas as épocas. O romano Plínio descreveu o mausoléu como um suntuoso monumento sustentado por 36 colunas. Com quase 50 metros de altura, ocupava uma área superior a 1.200 metros quadrados. Acima da base quadrada, erguia-se uma pirâmide de 24 degraus que tinha no topo uma carruagem de mármore puxada por quatro cavalos. Dentro ficavam as estátuas de Artemísia e Mausolo, além de trabalhos de Escopas, considerado um dos maiores escultores da Grécia do século IV. Sua base era de mármore e bronze, com revestimento em ouro. A obra ficou pronta em 352 a.C. Artemisa morreu antes de ver o mausoléu terminado. Fragmentos desse monumento são encontrados no Museu Britânico, em Londres e em Bodrum, Turquia. O túmulo foi destruído, provavelmente por um terremoto, em algum momento entre os séculos XI e XV.


Farol de Alexandria
A palavra farol deriva de 'Pharos', uma ilha próxima de Alexandria, cidade portuária do Egito. Nesta ilha, há 2.280 anos, foi erguido o Farol mais famoso da Antiguidade. A sua construção foi um grande sucesso da tecnologia e um modelo para todos os faróis desde então. Há notícias de que tinha 135 metros de altura, o que hoje corresponderia a um prédio de 45 andares. O Farol de Alexandria dividia-se em três partes: a inferior, quadrada; a do meio, com oito faces e a superior, cilíndrica. Uma rampa em caracol elevava-se até ao topo, onde, à noite, brilhava o fogo, de lenha ou carvão, refletido num potente espelho, formando um clarão que podia ser visto a mais de 50 quilómetros de distância. Bem no alto, havia uma estátua de Hélio, o deus Sol, muito apropriada para uma invenção tão brilhante. Na Idade Média, os árabes substituíram o farol por uma pequena mesquita. Inaugurado em 270 a.C., o farol foi destruído por um terremoto em 1375. Em 1477, o sultão Qait Bay construiu um forte a partir das suas ruínas.